Lagoa recebe a quarta etapa da Volta ao Algarve em Bicicleta

Vai para a estrada, entre 5 e 9 de Maio, a 47.ª Volta ao Algarve em bicicleta. Vão participar 25 equipas, sete das quais WorldTeam, oito ProTeam e dez de categoria Continental. Serão percorridos 765,8 quilómetros ao longo das cinco etapas, uma delas (contra-relógio) a decorrer em Lagoa.

Entre as formações que visitam o Algarve estão as duas melhores do ranking mundial coletivo, a belga Deceuninck-Quick-Step e a britânica Ineos Grenadiers. Também irão participar a número cinco do mundo, a UAE Team Emirates, e a sexta mais bem colocada no ranking, a alemã Bora-hansgrohe.

A francesa AG2R Citroën Team regressa à Volta ao Algarve, após uma ausência de oito anos da corrida portuguesa. O contingente WorldTeam completa-se com duas equipas que são presença habitual nas estradas algarvias, a gaulesa Groupama-FDJ e a belga Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux.

O ciclismo espanhol será representado pelas quatro ProTeams do país, Burgos-BH, Caja Rural-Seguros RGA, Equipo Kern Pharma e Euskaltel-Euskadi. De França chegam dois conjuntos do segundo patamar internacional, Delko e Team Arkéa-Samsic. A belga Bingoal Pauwels Sauces WB e a estadunidense Rally Cycling também estão entre as ProTeam convidadas.
A Volta ao Algarve será uma oportunidade para as equipas portuguesas medirem forças com coletivos internacionais numa corrida ProSeries. Por isso, participam os nove blocos Continentais do país: Antarte-Feirense, Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel, Efapel, Kelly-Simoldes-UDO, LA Alumínios-LA Sport, Louletano-Loulé Concelho, Rádio Popular-Boavista, Tavfer-Measindot-Mortágua e W52-FC Porto.

O pelotão completa-se com uma equipa Continental vinda de fora, mas com grande importância para o ciclismo português, a estadunidense Hagens Berman Axeon, porta de entrada no ciclismo internacional para muitos dos portugueses que hoje evoluem no WorldTour, como João Almeida, Rúben Guerreiro e os gémeos Ivo e Rui Oliveira. A equipa comandada por Axel Merckx apresenta-se no Algarve com os dois portugueses que tem no plantel de 2021, Diogo Barbosa e Pedro Andrade.

A tirada inaugural será para velocistas, iniciando-se em Lagos e terminando em Portimão, depois de percorridos 189,5 quilómetros. A parte final da viagem, junto à costa, promete oferecer imagens fantásticas das praias algarvias.
Portimão, que tem acolhido o arranque da Volta ao Algarve, já não recebia um final de etapa desde 2012, ano em que Bradley Wiggins ali se impôs num contrarrelógio, meses antes de conquistar a Volta a França.

A segunda etapa inicia-se em Sagres, concelho de Vila do Bispo, e termina no ponto mais alto do Algarve, a Fóia, no concelho de Monchique, após 182,8 quilómetros. O percurso ondulado traduz-se num acumulado de subida de 4100 metros. Três montanhas nos últimos 30 quilómetros prometem aquecer a luta pela geral. A meta coincide com um prémio de montanha de primeira categoria, a subida de Monchique até à Fóia (7,5 km com 7,3 por cento de inclinação média). A 6,2 quilómetros do início da subida da Fóia os corredores passarão pela Pomba, subida de segunda categoria com 3,6 quilómetros e uma pendente média de 8,2 por cento. A terceira categoria, em Alferce (5,7 km a 6,2 por cento), a 26,4 quilómetros da chegada marca o arranque da fase dura da jornada.

A Fóia será a primeira oportunidade para os candidatos à camisola amarela se mostrarem, numa subida em que, nos últimos três anos, o vencedor de etapa viria também a conquistar a Volta, Michal Kwiatkowski, em 2018, Tadej Pogačar, em 2019, e Remco Evenepoel, em 2020.

Ao terceiro dia os sprinters serão de novo chamados a ter protagonismo, numa viagem que se inicia em Faro, percorre o interior do Sotavento e a zona raiana do Algarve antes de terminar no coração de Tavira, local de espectaculares chegadas em pelotão nas edições mais recentes da corrida. Será a viagem mais longa da competição, com 203,1 quilómetros.

A quarta etapa será muito importante no escalonamento da classificação geral. Trata-se do contrarrelógio de Lagoa, que terá o mesmo percurso, de 20,3 quilómetros, já percorrido nas três edições mais recentes da prova.

O tira-teimas fica guardado para a quinta e última etapa, uma ligação de 170,1 quilómetros, entre Albufeira e o alto do Malhão, no concelho de Loulé, onde a meta coincide com um prémio de montanha de segunda categoria.

A derradeira etapa tem um acumulado de subida de 3280 metros, e uma hora final de corrida que se assemelha a uma clássica das Ardenas, com uma sucessão de subidas exigentes, antes da escalada do Malhão (2,6 quilómetros com inclinação média de 9,2 por cento). As restantes subidas estão colocadas em Vermelhos (3,2 km a 5,9 por cento, a 43,1 km da chegada), Ameixeiras (1 km a 14 por cento, a 32,2 km da meta) e Alte (2,1 km a 5 por cento, a 14 km do final).

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